terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

FICAR SOZINHO É PRA QUEM TEM CORAGEM


Ontem de papo com minha melhor amiga, Rose Dawson, falando sobre minhas angústias, algumas frustrações que tive já nesses quase dois meses de 2012, ela me falou sobre minha coragem de vir sozinha pra uma cidade onde ninguém me conhecia, de morar sozinha, de resolver e viver minhas coisas solitariamente.
Depois da nossa conversa, onde chorei horrores, pois estava mesmo muito triste, refleti e percebi mesmo o grau dessa coragem. Percebi o quanto muitas vezes eu precisei de alguém e não tive.
Das vezes que precisei de uma pessoa pra subir minhas compras, as vezes que precisei de alguém pra consertar o chuveiro elétrico, as vezes que precisei de alguém alto pra pegar algo em cima dos mais altos dos lugares, as vezes que precisei de alguém para me dar uma aspirina que fosse pra dor de cabeça, quando não estava a fim nem de levantar; sem falar das vezes que senti um frio enorme e não encontrei nenhum par de pés para esquentar os meus. E essa falta tem um cheiro, que por incrível que pareça estou sentindo esse cheiro agora, de tão forte que essa ausência que preenche.
Há anos tenho sim coragem de prosseguir, apesar de toda essa falta, tenho coragem sim de tentar e errar e tentar e errar e querer acertar sempre que tentar.
Vou ler meu livro cem anos de solidão... ficar sozinho é pra quem tem coragem...

Simoninha Xavier

domingo, 5 de fevereiro de 2012

PARECE REDAÇÃO: MINHAS FÉRIAS


Faz um certo tempo que não venho aqui.
E eis o primeiro post do ano.
Fiquei pensando sobre o que escrever e como seria isso.
E hoje é o penúltimo dia das minhas férias, vim de Porto de galinhas e fui direto para o notebook, quando vi um texto da minha irmã adotiva que é jornalista, falando sobre memória e lugares.
Daí me veio a lembrança das voltas as aulas, onde as professoras pediam para narrar como foram nossas férias em forma de redação. E como tenho muita coisa acumulada pra contar, veio a ideia de falar sobre isso.
Entrei de férias ainda era 2011, dia 30 de dezembro. Fui pra casa dos meus pais e lá estava minha irmã me esperando para irmos ao paraíso de Porto de Galinhas.Foi um dia incrível. Eu, ela e mais um monte de gente.
Na casa dos meus pais existia um misto de sentimentos e lençóis e colchões fora do lugar para acomodar tanta gente. Tinha prima se recuperando de um luto e de um acidente, tinha nossa alegria de estarmos juntos da minha irmã, que só nos visita uma ou duas vezes ao ano, tinha os afazeres com a prima enferma, tinha os afazeres domésticos da casa(que isso torna qualquer relação desgastada) e sem falar no meu pais também com a saúde debilitada.
Fiquei por lá já em 2012 até o meu aniversário( que também não foi muito feliz esse ano).
Ah! o que falar do meu aniversário? Comeram meu bolo, mas fui a Porto de Galinhas como sempre, fui ao Cipó nativo com meu quarteto de amigos, mas tinha algo estranho no ar, que até agora não consegui responder que me entristeceu...Mas sobrevivi.
De lá viemos pra Caruaru nos divertir e ter uma pausa da trabalhada que tive nos primeiros 11 dias de férias. Depois fomos pra Sanharó eu e Natália, minha sobrinha e companheira. Ficamos lá por uma semana, onde tivemos uma festança bem boa, com direito a pula-pula, cama elástica, bolo confeitado, bolas, balas, bombons, sacolinhas e muita alegria.
Ficamos lá na casa da minha tia Zina, dona de um humor ácido incrível, uma mulher de uma visão fantástica da vida. Doce, terna, áspera e sagaz Tia Zina. Lá refiz minhas cores nos sítios que minha memória revisita sempre que falam em meus avós. Lá descansei e desabafei bastante com minha Tia Roselita, psicóloga e amiga. Lá tive o carinho das primas, dos tios Vavá e Nieta, o encontro com a prima paulista Silmara, o reencontro com Tania e sua linda familia. E o melhor dos reencontros, passei uma tarde de bate papo com Rai, um querido amor amigo de infancia e adolescência.
Depois segui novamente para Porto de galinhas com Natália. Ficamos quatro dias de sol forte, céu azul cesleste, que se transforma em turquesa quando é água do mar, a areia quente, a água morna e límpida, o colorido dos guarda-sol que disputam lugares para acolher os veranistas, os gritos dos vendedores de tudo, desde porta-celular a bolo de goma, rede, saídas de banho, uma festa de gente e coisas para ver e se divertir.
Uma gastronomia dos deuses, Porto de galinhas tem de tudo, desde massas a macaxeira, a pizzas, churros, tapiocas, drinques, um agito quente e animado para estar nas trÊs ultimas noites de minhas férias. Coisinhas e lojinhas originais pra ver e comprar. Gente bonita, bem vestida, alegre e disposta a curtir o que o meu paraíso tem de imutável, o bem-estar de estar ali. O bem-querer de estar ali, com céu, estrelas e brisa para acalmar minha alma.
Sempre digo que é para lá que vou, quando terminar meus dias, não sei se conseguirei, mas o desejo continua.
Estou de volta, que venha 2012, estou renovada, animada e pronta pra o que der e vier.

Simoninha Xavier.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM



Hoje tive um dia diferente.

Há quase um mês venho bastante atarefada por conta de uma ação solidária, que meus colegas de trabalho resolveram fazer.

Resolvemos arrecadas dinheiro para oferecer ao corpo do nosso serviço de apoio(limpeza, segurança, manutenção e jardim) um presente de natal, em nome do nosso grupo.

Fizemos ações assim a um asilo de idosos, a uma comunidade na vizinhaça e agora resolvemos fazer para os que estão próximos a nós.

E hoje foi a entrega dos presentes, compramos cestas natalinas ornamantamos e doamos.

Foi feito um café da manhã para eles e esse foi o momento escolhido para fazer tal ação.

Foi emocionante, ver as pessoas felizes por doarem, as outras por receberem e a união das diferenças nesse momento.

Algo era maior ali, a solidariedade, o fazer o bem e o bem estar da ação.

Mas o que me trouxe aqui hoje foi o momento seguinte.

Compramos cestas básicas para doar aos moradores que cercam a UFPE, aí sim ali senti a real necessidade daquelas pessoas.

Um lugar árido, onde as pessoas vivem ociosas por falta de oportunidades, vivem sem saúde, sem saneamento e sem expectativa de vida melhor.

São cinco famílias que comumente passamos por lá e não damos atenção. Famílias que vivem da sina de não ter a sorte que tive, de ter um trabalho, um lar, uma família feliz, supérfluos, etc...

Esse ato me emocionou muito e me deixou o dia inteiro pensativa. Não posso ficar mais inerte vendo aquele povo sofrer, algo a mais tenho que fazer. Sei que não posso mudar o mundo, mas posso fazer algo pelos que estão por perto, que estão abaixo dos meus olhos. Tenho que puxá-los para uma esperança e para minha esperança.

Peguei na mão de um daqueles homens e senti que ele não quis me abraçar, por medo, vergonha ou desconfiança talvez, porém senti uma vontade imensa de colocá-lo no colo como se fosse uma criança e abraçá-lo...

Fazer esse bem foi melhor para mim do que para ele, me abriu os olhos, me fez ver que não importa quem? O que importa é o Bem...

Hoje vou dormir uma pessoa melhor do que fui ontem.

Para os amigos que dividiram isso comigo, quero dedicar esse post. Sem vocês, Marcelo, Lucia, Elenice, Luana, Patricia, Maureci, Veríssimo e Michel, eu seria a mesma de ontem.

Obrigada pela ação, obrigada por me modificarem e me ensinarem a ver o outro, o próximo.



Simoninha Xavier

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DEZEMBROS


Ufa! finalmente um dezembro novinho em folha para encher meus olhos e meu coração.
Pelo caminho do centro, do shopping e da minha casa, muitos flamboyants, muitos ipês rosa, todos lindos e exuberantes com suas copas tomadas pelas flores, dando um ar primaveril ao verão, que já chegou com muito calor.
Os vermelho e verde das decorações das lojas, os pisca-pisca das casas iluminando os velhos noéis, tudo isso transforma nossos dias, completa de carinho e emoção esse espírito natalino que tanto esperamos o ano inteiro.
Adoro o clima desse mês, adoro o conforto e segurança que ele nos traz, afinal, estamos mais em família, estamos mais entre os amigos e estamos mais até entre os companheiros de trabalho nas inúmeras confraternizações que participamos.
Sinto como uma nova oportunidade, o mês tem doze meses, após o décimo segundo mês, inicia-se um novo ciclo a partir do primeiro novamente. Com ele vem os desejos, as promessas(mesmo que você saiba que não irá realizar), os pedidos, os agradecimentos, os balancetes de como foi o ano, e principalmente o comemoramos o nascimento de Cristo. Seja qual for religião que você pertença, a comemoração é linda. O que mais amo é ficar na minha casa(casa dos meus pais), o melhor lugar do mundo, onde me sinto segura e grata, com minha família toda reunida, todos comendo pernil, peru, salpicão, salgadinhos e doces muito engordativos.
O amigo secreto, a farra de estarmos juntos e tal... E o show do rei Roberto Carlos! imperdível! Todos os anos, sento em frente a tela e espero pelo show, seus convidados e há cada ano me impressiono com seu carisma e magnetismo perante aos artistas. Todos o admiram como fãs, mesmo sendo artistas.
Trabalho muito nessa época, fazendo as guloseimas, mas me realizo quando vejo os parentes elogiando e comendo tudo satisfeitíssimos.
Os laços que criamos ao longo da vida, seja com a família, seja com os amigos, nessa época ficam mais fortes e seguros.
Por isso, apesar das dificuldades e percalços que percorro em cada ano, só me fazem ver o quanto sou privilegiada pelo ganhos que tenho, pelos amigos, pelo meu quarteto que está junto a mim há 16 anos, pelo meu príncipe, meus pais, meus irmãos, meus companheiros de trabalho, minhas novas amizades e pelo reconhecimento no trabalho.
Enfim, agradecendo a Deus por estar viva apesar de tudo e de todos, deixo aqui um trechinho de um poema de Drummond:
"Procuro uma alegria, uma mala vazia do final de ano


e eis que tenho na mão: flor do cotidiano
é vôo de um pássaro é uma canção."

Bom dezembro para todos!
Simoninha Xavier
















segunda-feira, 28 de novembro de 2011

29 DE NOVEMBRO DE 2011





Os olhos mais verdadeiros que já senti,

O sorriso mais incrível,

O seu semblante, nunca esquecerei... seu nariz perfeito, dentes brancos, uma aura de paz, seu rosto me vem perfeitinho sempre que lembro de você.

Nossa! Como você estaria hoje aos 41 anos?

Como lidaria com meus avanços? tenho certeza que teria seu apoio em tudo, como tive nos dois anos juntos com você.

Os dois melhores anos da minha vida. As canções que tocava todos os dias no ônibus a caminho do colégio, que sentia como bálsamo para os meus ouvidos.

A sua insistência em não retrucar meu pai, todas as vezes que ele implicava com você(e eram muitas).

Ah! Meu querido! porque estou aqui sozinha? Porque não ficou aqui e viveu tudo que tínhamos pra viver?

Eu ontem fui a mais um suposto encontro amoroso. O rapaz super interessado, super gentil, belo, mas eu arrumei todas as desculpas para não viver esse possível amor.

Será que ainda é você que procuro neles?

Será que não percebo que já se passaram 22 anos?

Eu fico todos os dias do ano como deve ser, forte, segura, confiante e perseverante, mas ao chegarem os novembros, tudo me vem, toda dor e toda delícia de ser o que sou, me invade e me atormenta.

Já nem sei a que sina me condenei(se é que posso saber da minha sina).

Eu só quero olhar os montes e ter alguém pra dizer que pensei.

Eu só quero poder sentir o desejo de alguém me cuidando e me acarinhando, cada vez que eu estiver carente.

Me animo, animo os pretendentes, mas ao dar de cara com o novo, com tudo que vou ter que passar e expor sobre mim, sempre recuo como ontem. Sei que decepcionei meu novo e belo pretendente, contudo, é mais forte que eu... O medo, a comparação, a falta da segurança que sentia aos 19, me fazem recuar e dispensar os garbosos homens que me assediam(e modestia a parte, atraio sempre belos homens).

O meu futuro não sei precisar, só tenho o hoje. E hoje 29 de novembro de 2011, ainda estou sozinha, não sei por quanto tempo...


Para concluir deixo aqui o pensamento que traduz tudo que fui até hoje:



"Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua."

(Cecília Meirelles)


Ei pessoal, existe mundo e pessoas depois do fim do mundo. Em 29/11/1989 o mundo se acabou, mas estamos aqui...





Simoninha Xavier







quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DO LUTO A LUTA



Em situações de luto, costuma-se homenagear os entes queridos que se foram, mas hoje a minha palavra é para os que ficaram e terão que aprender a lidar e conviver com essa dor latejante que essa tragédia nos deixou.

Aos meus pais, tios e primos, que Deus nos una mais ainda, para que possamos cimentar fortemente o alicerce que Bruno e Manuela terão que pisar daqui pra frente.

Que nossa amizade, nossos laços, nosso respeito, nossa admiração mútua e o calor quentinho do amor e carinho que temos, sirvam como ingredientes para esse alicerce.

Que vocês, Bruno e Manuela consigam absorver todo esse sentimento que nossa família tem para lhes oferecer e que possam abrir seus corações para encontrar em Deus e dentro de vocês a força necessária para enfrentar esse vazio que essa fatalidade exige de todos.

O propósito de tanta dor, não sabemos ainda, somos muito pequenos e humanos para compreender, mas a nossa força, nossa fé e nosso semblante Batista fará com que toda dor um dia seja atenuada e se transforme num fardo mais leve e que o sentimento seja apenas saudade.

Que a perda que nós tivemos, da forma que tivemos nos torne seres melhores e seres que sintam o quanto é importante aproveitar cada momento como se fosse único em nossas vidas e como se fosse um presente de Deus.

Manuela e Bruno, tenho certeza que o meu desejo é endossado por toda família, de que vocês lutem, tenham fé e transformem toda essa dantesca dor num bem maior.

Onde seus pais estiverem, estarão olhando por vocês.

E onde vocês estiverem nós, que aqui ficamos, estaremos ajudando a carregar e a amenizar todo sofrimento de vocês...



Beijo grande a todos, gostaria muito de estar aí.



Simoninha Xavier

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

EFEITO LUNAR...



Novembro sempre é nebuloso pra mim...

Mas ontem a lua tava incrível!

Fui com dois amigos para um show em homenagem a Roberto Carlos e foi maravilhoso.

Com a lua, com as companhias, as músicas, a comida, tudo fluiu.

Por uma noite esqueci que era novembro, esqueci do as vezes dores.

Ontem tive uma doce noite de Novembro, eu, Neide e Fábio (dessa vez Gomes).

Amigos, obrigada pela noite.


Foi o efeito lunar.
Ou o efeito de:

Cavalgada, além do horizonte, amor perfeito, eu quero apenas, no fundo do meu coração...

Lindas canções interpretadas por Rosimar Lemos, Nossa! Em estado de graça...

Que venham mais noites doces de novembro... Bom Conselho e Garanhuns me aguardem, tô chegando.



Simoninha Xavier